Por Júlia Firme e Isadora Eleutério, participantes da cobertura jornalística do ESX 2025 realizada pelo WhitepaperDocs em parceria com o Sebrae/ES.
O ESX 2025 – Innovation Experience Espírito Santo evidencia a importância de instituições acadêmicas para o futuro do ecossistema capixaba. Estandes da Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes) e do Instituto Federal do Espírito Santo (Ifes), além dos centros universitários privados como a Multivix, UniSales e Faesa, trazem soluções inovadoras para o público apreciar e entender o processo de desenvolvimento.
Promovido pelo Sebrae/ES e a Mobilização Capixaba pela Inovação (MCI), com correalização do Governo do Espírito Santo, por meio da Secretaria da Ciência, Tecnologia, Inovação e Educação Profissional (Secti), o ESX 2025 promove encontros entre universidades e o ecossistema da inovação para demonstrar que as ações inovadoras precisam ser um resultado de uma conectividade entre pessoas do universo acadêmico e empresas públicas e privadas.
Como um supressor sustentável que reduz a emissão de poeira nas operações de mineração, desenvolvido pela Ufes em parceria com a Vale, ou uma gamificação para inspeções em ambiente virtual, desenvolvida pelo Ifes.
Ufes
No estande da Ufes, são expostas amostras de produtos que estão ativamente no mercado como frutos dessas parcerias. Miriam Magdala, do Conselho Sebrae/ES, destaca que, para que as invenções criadas nas universidades sejam de fato inovações, é preciso se juntar ao mercado.
“É fundamental se conectar com outros atores, sejam eles órgãos públicos ou empresas privadas para que isso seja escalado para ser comercializado e que as pessoas possam ter acesso àquela criação”, apontou.
Miriam refletiu ainda sobre uma solução que está na amostra do estande: a base de garrafas Pet desenvolvida pelo Departamento de Química da Universidade Federal do ES em parceria com a Vale, o “Supressor Sustentável”.
Ele transforma plástico reciclável em resina biodegradável que não vaza material, reduzindo a emissão de poeira nas operações de mineração da multinacional. Esta é uma das diversas inovações expostas pela Universidade que gera benefícios econômicos, ambientais e sociais.
A Ufes também apresentou projetos que unem a valorização da cultura capixaba e tecnologia. O Laboratório de Extensão e Pesquisa em Artes (Leena) do Centro de Artes expôs para os visitantes do ESX 2025 um tabuleiro de xadrez com peças que remetem aos principais monumentos do Espírito Santo.
Entre eles, estão Dona Domingas, como rainha e, como rei, um índio Botocudo, etnia importante para a história do Estado. De acordo com o professor responsável pelo projeto, José Cirilo, a iniciativa mapeia, desde 2011, a história da arte capixaba, transformando o conhecimento em jogos interativos e conteúdo para que professores possam utilizar como apoio didático. A equipe já mapeou obras de 78 municípios do Estado e continua ampliando as pesquisas.
“A ideia é que isso possa ser usado pelos capixabas em geral. Mas, especialmente pelos professores de educação básica de escolas públicas ou privadas para trabalhar com as crianças desde a educação infantil ao ensino médio, essa perspectiva do entendimento da nossa história, da nossa memória e da nossa identidade”, destacou o professor José Cirilo.

Multivix
A Multivix esteve no ESX 2025 representada pelo polo de Vila Velha. A professora de Engenharia, Juliette Zanetti, revelou que a faculdade está apresentando projetos voltados para a indústria e questões de acessibilidade, sendo muito proveitoso para entender as ideias e opiniões dos visitantes para as soluções.
“Os alunos aprendem mais do que eles apresentam e cada ano tem um diferencial. Nós temos disciplinas que incentivam os alunos a criarem projetos e os melhores são indicados para participar no evento”, comentou Zanetti.
UniSales
A UniSales também oferece matérias semestrais que incentivam os alunos de graduação a encontrarem necessidades em comunidades da Grande Vitória e, assim, fornecerem soluções, com a justificativa de prepará-los para o mercado de trabalho.
Um exemplo disso é a bala de creatina, criada pelos alunos de Nutrição, que serve para ajudar a aumentar a taxa da substância no corpo humano de maneira simplificada.
Faesa
Durante o ESX 2025, a Faesa permitiu que os visitantes pudessem interagir com as soluções expostas. Entre os destaques deste ano, segundo a gerente de comunicação e marketing, Sandrine Luchi, está o futebol de robôs, desenvolvido por estudantes de Engenharia da Computação, com coordenação do professor Otávio Lube, e uma mesa anatômica interativa, que permite explorar o corpo humano em 3D com riqueza de detalhes.

O Soccer Bot é um projeto que uniu estudantes dos cursos de engenharia da computação e mecânica para produzir um jogo divertido e interativo para os visitantes do ESX.
Os estudantes foram divididos em oito equipes interdisciplinares para a realização do projeto, que envolveu mais de 40 alunos. Para a estudante de Engenharia da instituição, Lorena Oliveira, o projeto promove a integração entre cursos e a troca de experiências entre estudantes, desenvolvendo inovações colaborativas e interdisciplinares:“foi muito legal conhecer as pessoas do outro curso”, contou Lorena.
Ifes
O Instituto Federal do Espírito Santo (Ifes) levou para o ESX exposições de inovações nos mais variados setores, como o estético, mundo gamer e outras tecnologias. Thiago Louback, graduando do Campus Cariacica, destacou o Cultura Maker, um projeto para integrar tecnologia na educação, envolvendo a impressora 3D. Segundo o estudante, os alunos do ensino médio criam elementos por meio da impressora 3D e, assim, realizam um projeto mais econômico e acessível, por ser feito de plástico.
Em parceria com a Vale, o Ifes também propõe ferramentas para otimizar processos de inspeção de máquinas. O estudante Arthur Miranda explicou que o projeto GoCheckVR gamifica o trabalho de inspeção de máquinas que geralmente tem seu funcionamento interrompido para a realização da inspeção.
O projeto dos alunos de Engenharia Mecânica do Ifes Vitória utiliza realidade virtual e engenharia Unity – uso da plataforma Unity para desenvolver experiências interativas em 2d e 3d – para criar uma espécie de jogo de inspeção, que tira a necessidade de um profissional presente na área de máquinas para realizar o trabalho.
“Parar uma máquina, um ativo da Vale, é muito custoso para a empresa. Então a gente gamificou esse processo de inspeção em um ambiente virtual usando a Unity”, contou Arthur.

Realizadores
O ESX é uma realização do Sebrae/ES e da Mobilização Capixaba pela Inovação (MCI), com correalização do Governo do Estado do Espírito Santo por meio da Secretaria da Ciência, Tecnologia, Inovação e Educação Profissional (Secti), e patrocínio da Vale.

