O Espírito Santo ocupa o 5º lugar nacional em concluintes de cursos das áreas de Ciência, Tecnologia, Engenharia e Matemática, e apresenta crescimento expressivo na Educação Profissional e Tecnológica (EPT). Dados prévios do Boletim Temático do Observatório de Ciência, Tecnologia e Inovação (OCTI), do Centro de Gestão e Estudos Estratégicos (CGEE), revelam que a formação de Recursos Humanos e Ensino Técnico do Espírito Santo tem avançado significativamente.
A 8ª edição do documento será lançada na próxima quinta-feira, 4 de dezembro, às 10h, online com transmissão ao vivo via canal do CGEE no Youtube. Em 2025, a publicação vai apresentar um recorte sobre o cenário da Ciência, Tecnologia e Inovação (CT&I) do Espírito Santo com a análise de dados e indicadores levantados pelo Observatório no setor, além dos eixos estruturantes e das ações estratégicas.
O boletim se ancora no Plano Estadual de Ciência, Tecnologia e Inovação do Espírito Santo, elaborado pelo OCTI/CGEE. O plano tem uma visão de futuro de 10 anos (2025–2035) e oferece um diagnóstico inédito e territorializado do ecossistema de CT&I capixaba.
O plano reúne dados estratégicos, indicadores e análises sobre a formação de recursos humanos, produção científica, inovação, infraestrutura tecnológica e inserção do Estado em cadeias produtivas de alta intensidade tecnológica, entre outros dados.
O Estado também se destaca pela ampliação da pós-graduação, com aumento de 1.209 mestres e 220 doutores formados em 2021. E as mulheres são responsáveis por 47% das matrículas. Além disso, 38% das bolsas de pesquisa e inovação da Fundação de Amparo à Pesquisa e Inovação do Espírito Santo (Fapes) têm liderança feminina.
Já na área de produção científica, o Espírito Santo apresenta média superior à nacional de 1,26 (2020) na geração de livros, artigos e trabalhos acadêmicos por pesquisadores da pós-graduação, com 1,34. Apesar de enfrentar desafios na internacionalização e na produção de patentes, o ES possui um ecossistema acadêmico ativo, com mais de 5 mil pesquisadores e 828 grupos de pesquisa cadastrados.
A baixa inserção tecnológica nas exportações e o potencial de transformação também são desafiadores. Apenas 0,6% das exportações do Espírito Santo em 2022 vieram de setores de alta e média-alta intensidade tecnológica — muito abaixo da média nacional de 16,3%. O dado evidencia a urgência de políticas que estimulem cadeias produtivas mais sofisticadas. Ainda assim, há sinais promissores no setor de software, com crescimento acima da média nacional em microempresas inovadoras.
Muitas perspectivas e desafios são apresentados pelo boletim para a CT&I do Espírito Santo. A edição é apenas um resumo dos estudos realizados, mas poderá servir como referência na formulação de políticas públicas mais efetivas e para o engajamento de diferentes setores no fortalecimento da CT&I como motor do desenvolvimento sustentável capixaba.
Como participar do lançamento do boletim?
O lançamento será transmitido pelo canal do Centro de Gestão e Estudos Estratégicos (CGEE) no YouTube, na próxima quinta-feira, 4 de dezembro, a partir das 10h.
O que é o PCTI-ES e por que ele importa?
O Plano Estadual de Ciência, Tecnologia e Inovação do Espírito Santo (PCTI-ES) 2025–2035 é um plano a longo prazo que definirá as diretrizes para o desenvolvimento científico e tecnológico do Espírito Santo na próxima década. Ele busca promover um ambiente de inovação sustentável, equitativo e conectado às necessidades regionais do Espírito Santo. O plano é uma demanda da Secretaria de Estado da Ciência, Tecnologia, Inovação e Educação Profissional (Secti-ES), da Fundação de Amparo à Pesquisa e Inovação (Fapes) e da Mobilização Capixaba pela Inovação (MCI) e subsidiará gestores públicos e privados, setor acadêmico e a sociedade civil com insumos para o desenvolvimento e fortalecimento da CT&I do Estado a longo prazo.
Com informações do Centro de Gestão e Estudos Estratégicos (CGEE)

