Empreender com propósito, garantir inclusão, gerar impacto social e adotar tecnologias de forma estratégica: esses foram alguns dos caminhos apontados para quem participou do ESX 2025 – Innovation Experience Espírito Santo e quer transformar ideias em negócios de sucesso no cenário atual. As principais recomendações envolveram entender cinco revoluções em curso, desenvolver o negócio em cinco dimensões essenciais e adotar cinco estratégias práticas para começar pequeno, pensar grande e escalar com propósito.
Foi o que detalhou a diretora executiva da consultoria Trama, Amanda Graciano, especialista em liderança empresarial, inovação e crescimento estratégico, na Arena do Conhecimento do ESX 2025. Graciano reforçou que o futuro não é um lugar para onde se vai, mas sim um espaço que cada pessoa constrói com ações concretas no presente. O ESX foi realizado de 10 a 12 de julho, na Praça do Papa, em Vitória.
As cinco revoluções do mundo
Amanda afirmou que a primeira grande mudança foi a revolução espacial, com a ampliação das conexões digitais quebrando barreiras geográficas. Já a revolução geracional evidenciou que, hoje, várias gerações dividem o mesmo ambiente de trabalho — e, segundo ela, é preciso aproveitar o que cada uma tem de melhor, ao invés de alimentar conflitos.
A terceira revolução, a da inteligência, destacou o papel da inteligência artificial como uma aliada silenciosa, comparável ao impacto histórico da energia elétrica, para otimizar processos e acelerar mudanças. Em seguida, veio a sustentabilidade, apontada como um requisito essencial para qualquer negócio que queira prosperar sem comprometer o planeta. Por fim, Amanda lembrou que a inclusão é uma das transformações mais relevantes, pois a diversidade de histórias e vivências cria novas oportunidades de inovação.
As cinco dimensões do negócio
A especialista apresentou também cinco aspectos fundamentais para quem quer tirar projetos do papel. A democratização da criatividade, segundo ela, mostrou que não é necessário ter apenas formação técnica, mas sim a capacidade de criar soluções reais para problemas das comunidades.
Em relação à tecnologia, Amanda explicou que ferramentas como a IA devem ser usadas para amplificar talentos e facilitar processos — tudo depende de como o empreendedor as aplica. A economia da transparência foi apontada como outra dimensão central, pois é preciso comprovar que investimentos chegam ao destino prometido.
A especialista ainda frisou a importância da resiliência climática e inteligente, destacando o cuidado com o bem-estar mental das equipes como investimento estratégico, e concluiu com o capitalismo regenerativo, que propõe multiplicar riquezas de forma local, regenerando territórios e ampliando o impacto positivo.
As cinco estratégias para o sucesso
Por fim, Amanda resumiu cinco atitudes práticas para transformar ideias em resultados. Ela defendeu que é preciso começar pequeno e pensar grande, com ações tangíveis que possam ser escaladas. Lembrou ainda que “gente boa puxa gente boa”, ressaltando a importância de criar e fortalecer redes de apoio.
Para ela, o conhecimento deve ser aplicado o quanto antes — “aprenda ontem e teste hoje”, destacou — e as conexões devem ser estratégicas: “crie seu mapa de aliados, não de likes”, disse, defendendo parcerias com propósito claro. Por último, apontou que métricas viram histórias e que é o storytelling aliado a dados concretos que atrai investimentos: “Os dados convencem a mente, mas são as histórias que abrem as carteiras”, concluiu.
Realizadores
O ESX é uma realização do Sebrae/ES e da Mobilização Capixaba pela Inovação (MCI), com correalização do Governo do Estado do Espírito Santo por meio da Secretaria da Ciência, Tecnologia, Inovação e Educação Profissional (Secti), e patrocínio da Vale.

