Por Kariana Ferreira, participante da cobertura jornalística do ESX 2025 realizada pelo WhitepaperDocs em parceria com o Sebrae/ES.
O ESX 2025 – Innovation Experience Espírito Santo reforça seu posicionamento como o maior evento de inovação do Espírito Santo. A edição deste ano demonstrou o fortalecimento do ecossistema capixaba, atraindo o público mais jovem, engajando startups e ampliando a conexão entre educação, turismo e tecnologia.
Em entrevista ao WhitepaperDocs, o superintendente do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae/ES), Pedro Rigo, destacou a qualidade da curadoria de conteúdos, os espaços interativos, mas, principalmente, a capacidade do ESX de gerar conexões reais entre empreendedores, investidores e a sociedade.
“Os números de negócios ainda estão sendo contabilizados, mas pelas rodadas de negócio e conexões que aconteceram, já podemos dizer que foi extraordinário. O evento promoveu muita geração de oportunidades reais”, afirmou.
WhitepaperDocs – O ESX 2025 se consolida como o maior evento de inovação do Espírito Santo e encerra hoje mais uma edição de grande relevância. Na sua avaliação, quais foram os principais avanços em relação às edições anteriores e como o evento vem crescendo em tamanho, relevância e qualidade ao longo dos anos?
Pedro Rigo, superintendente do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae/ES) – O evento que encerra hoje se destaca por sua grande relevância, especialmente ao avaliar o progresso em relação às edições anteriores. O ESX 2025, realmente, marca um avanço significativo, apresentando-se como um ecossistema mais consolidado.
Ele conseguiu catalisar um movimento robusto impulsionado pela inovação e pela congregação de talentos e inteligência. É notável como a edição de 2025 conseguiu, através de seus conteúdos, atrair um público mais jovem, engajando uma nova camada da geração atual que está conectada com essa dinâmica.
Durante estes dias de evento, o ESX reuniu startups, investidores, mentores, instituições de ensino, poder público e grandes empresas. Quais foram os impactos mais significativos gerados para o fortalecimento do ecossistema local de inovação?
Os impactos para o fortalecimento da inovação são evidentes. Isso pode ser observado no número crescente de startups presentes no ecossistema e, principalmente, nas universidades e faculdades particulares.
A cada edição do ESX, percebe-se um aumento no conteúdo de inovação apresentado, o que reflete um crescimento em conteúdo e estrutura.
Já é possível dimensionar alguns números parciais ou resultados concretos desta edição, como geração de negócios, número de visitantes, startups investidas ou parcerias firmadas?
Ainda não fechamos os dados do ESX, mas sabemos que o evento tem uma estimativa de ter atraído 25 mil visitantes. Os números de negócios ainda estão sendo contabilizados, mas pelas rodadas de negócio e conexões que aconteceram, já podemos dizer que foi extraordinário. O evento promoveu muita geração de oportunidades reais.
O Sebrae trouxe para o evento o estande com simulações de experiências turísticas que podem ser vivenciadas dentro do Estado. E está sendo sucesso de público. Qual sua avaliação do espaço e da reação do público?
Nesta edição, estruturamos um espaço onde a inovação se conecta com o turismo, com participação da plataforma Vibes, que foi desenvolvida em parceria com o Sebrae, onde a gente quer colocar na palma da mão a oportunidade para que todos que sejam de fora ou os próprios capixabas possam conhecer as possibilidades de visitar e turistar no Espírito Santo. Nós trouxemos também imagens reais do turismo capixaba em realidade virtual. Isso tem conectado mais pessoas com o Estado.
Como a inovação e a tecnologia podem colaborar com o desenvolvimento do turismo no Espírito Santo, uma pauta tão estratégica para o Sebrae?
Primeiro, a partir das plataformas, com os aplicativos, da informação, do conjunto da informação organizada para o visitante, para o capixaba e para os turistas. Isto é, de fato, a inovação presente naquilo que nós tanto precisamos, que é comunicar corretamente, como precisa, de forma assertiva, para potencializar os nossos atrativos e as possibilidades de que o capixaba, e também quem vem de fora, possa conhecer o nosso melhor e podermos transformar o Espírito Santo em um grande destino turístico para o País.
Quais diferenciais desta edição você destacaria, especialmente em relação à curadoria de conteúdo, temas abordados e formatos de interação?
Todo trabalho de conteúdo aqui oferecido pelo ESX é feito pelo Sebrae, pela nossa equipe de inovação, em todo o contexto curador que nós temos. E essa equipe acertou muito no conteúdo.
São conteúdos muito atraentes, conteúdos da atualidade. Lembrando do Espaço Plural que traz conteúdos específicos para um público que o Sebrae não tinha conexão e hoje nós estamos totalmente conectados, a partir das iniciativas para a gente se conectar com todos os públicos, com toda a população.
Que aprendizados desta edição o Sebrae já leva para os próximos passos? Há planos de ampliar ainda mais o alcance do evento em termos de público, atrações ou parcerias nos próximos anos?
Cada evento que o Sebrae organiza é uma oportunidade de aprendizado e aprimoramento. Eles ganham em conhecimento, expertise e identificam reais possibilidades de melhorias. A instituição está constantemente buscando entregar o melhor para a sociedade, focando nos valores que agregam.
O ESX 2025, sem dúvida, deixa para a equipe do Sebrae a satisfação de ter realizado um evento de tamanha magnitude, com a população aceitando e participando ativamente. Estamos levando daqui vários aprendizados e melhorias para que outros eventos ainda possam ser melhores e a nossa intenção é sempre entregar o melhor para a sociedade capixaba.
Além de impulsionar negócios durante o evento, como o Sebrae/ES pretende manter vivo esse movimento de inovação ao longo dos meses, falando em iniciativas para potencializar as conexões e oportunidades geradas no ESX 2025?
O ESX é o resultado de uma série de trabalhos que a gente já faz antes do evento, porque a inovação é um programa estruturado dentro do Sebrae. De Norte a Sul, nós temos a presença do Sebrae junto com a Mobilização Capixaba pela Inovação (MCI), junto com todas as instituições que fazem parte.
Então, o ESX é só um momento em que a gente reúne todo o ecossistema, mas os programas são estruturados, os projetos acontecem — inclusive, está dentro do programa mais organizado do Sebrae, que é o programa Cidade Empreendedora. Nós temos um eixo de inovação e estamos levando isso aos 78 municípios capixabas.
Quais são os principais desafios e oportunidades para o ecossistema de inovação capixaba atualmente?
Talvez, o principal desafio seja a gente entender todos os movimentos, toda a ativação do movimento de inovação, todos os ativos criados pelo ecossistema, para que a gente possa, de fato, fazer com que todo esse trabalho, toda essa produção no campo da inovação ganhe mercado e comece a se desenvolver. Talvez esse seja o desafio não só do Sebrae, mas de todo o ecossistema de inovação do Espírito Santo.
Realizadores
O ESX é uma realização do Sebrae/ES e da Mobilização Capixaba pela Inovação (MCI), com correalização do Governo do Estado do Espírito Santo por meio da Secretaria da Ciência, Tecnologia, Inovação e Educação Profissional (Secti), e patrocínio da Vale.

