A startup capixaba Symbios participou de uma agenda internacional no Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT), em Boston, nos Estados Unidos, onde apresentou sua tecnologia de reabilitação robótica a pesquisadores e especialistas da área. A iniciativa marca um novo passo na trajetória da empresa, que busca ampliar conexões e validar seu modelo em ambientes de referência global.
Criada a partir de pesquisas da Universidade Federal do Espírito Santo, a Symbios desenvolve exoesqueletos robóticos portáteis para membros superiores, voltados à reabilitação de pacientes que sofreram Acidente Vascular Cerebral (AVC). Um dos diferenciais da tecnologia é o custo reduzido, que pode ser até 90% menor em relação a equipamentos importados, o que amplia o acesso a esse tipo de tratamento.
A participação em Boston ocorreu em um momento de expansão da startup, que vem estruturando seu modelo de negócio e buscando inserção em novos mercados. A agenda incluiu encontros com especialistas em robótica e saúde, além de aproximação com centros de pesquisa e potenciais parceiros internacionais.
Segundo o CEO e cofundador da Symbios, Eduardo Fragoso, a experiência teve como foco o aprendizado e a construção de conexões. Ele afirmou que a imersão permitiu identificar caminhos para levar a tecnologia a outros países, mesmo que a empresa ainda não esteja formalmente em processo de internacionalização.
“A Symbios ainda não está em um processo de internacionalização, mas essa ida para Boston foi fundamental para entendermos como esse caminho pode acontecer. Fomos com o objetivo de aprender, construir conexões e buscar parceiros estratégicos. Ao longo da experiência, conseguimos identificar caminhos reais para levar nossa tecnologia para outros mercados”, explicou Fragoso.

Durante a agenda, a startup também avançou em articulações institucionais. Entre os desdobramentos está a aproximação com o pesquisador Hermano Igo Krebs, referência mundial em reabilitação robótica, e a entrada de um professor da Universidade Harvard no conselho da empresa.
A Symbios surgiu no Laboratório de Robótica e Biomecânica da Ufes e tem como proposta desenvolver soluções que ampliem a autonomia de pacientes com limitações motoras. A empresa já participou de programas de fomento à inovação e esteve presente em eventos do ecossistema tecnológico, o que contribuiu para ampliar sua visibilidade.
Conexões e avanço no ecossistema
A trajetória da startup também passa por programas de aceleração voltados ao desenvolvimento de negócios inovadores, como o Seedes, iniciativa do governo do Espírito Santo. A participação no programa contribuiu para a estruturação da empresa, especialmente na definição de estratégias de mercado e no acesso a redes de conexão.
A ida ao MIT ocorre em um contexto de maior presença de startups brasileiras em agendas internacionais, movimento impulsionado pela busca por parcerias, validação tecnológica e acesso a novos mercados.

