Nos dias 10 e 11 de fevereiro, a Cidade da Inovação e o Instituto Federal do Espírito Santo (Ifes) serão palco do evento “A Economia Azul e o Cenário Capixaba”, que reunirá governantes, acadêmicos, empresários e sociedade civil para discutir as possibilidades da Economia Azul – atividades e recursos relacionados ao oceano – e seu desenvolvimento sustentável. A programação acontece em dois locais: no dia 10 as atividades serão realizadas na Cidade da Inovação, em Vitória, e no dia 11 o Ifes Campus Piúma sediará o evento. A participação é gratuita.
A ação vai proporcionar um diálogo rico e transformador, integrando os setores público, privado e acadêmico em uma busca coletiva por soluções inovadoras e sustentáveis. A programação é extensa, englobando palestras, painéis de discussão, workshops e oportunidades de networking para fortalecer a cooperação e o desenvolvimento de projetos conjuntos.
A Economia Azul representa um oceano de oportunidades para o desenvolvimento sustentável, inovação e internacionalização. O evento conta com a participação de especialistas, representantes do governo, instituições de ensino e parceiros internacionais, como o Instituto Politécnico de Leiria (Portugal) e o Consulado da Noruega, para compartilhar experiências e discutir iniciativas estratégicas para o Espírito Santo.
Programação:
- Dia 1 – 10 de fevereiro – Cidade da Inovação
Manhã: Abertura oficial com a presença do reitor Jadir Pela e assinatura do Acordo de Cooperação entre o Ifes e o Instituto Politécnico de Leiria (IPL), de Portugal. Após a cerimônia, haverá apresentação do cenário da Economia Azul no Espírito Santo e painéis com a participação do vice-governador do Estado, Ricardo Ferraço, e especialistas internacionais que discutirão as práticas e oportunidades da Economia Azul globalmente.
Tarde: Painel dedicado ao potencial capixaba na Economia Azul, com a participação de pesquisadores do Ifes, representantes do setor empresarial e especialistas em meio ambiente e comunidades costeiras. A conclusão do evento terá um momento dedicado ao networking e a troca de ideias.
- Dia 2 – 11 de fevereiro – Campus Piúma
Manhã: Recepção oficial no Campus Piúma, seguida de uma visita aos laboratórios de pesquisa e projetos práticos que demonstram os avanços do Ifes em relação à Economia Azul, como o desenvolvimento de pacotes tecnológicos de novas espécies para aquicultura e o monitoramento de preservação ambiental. Ainda pela manhã, será assinado o Plano de Trabalho específico entre o Ifes e o Instituto Politécnico de Leiria (IPL), Portugal.
Tarde: Visita ao ambiente costeiro local, com oportunidades de contato direto com as comunidades locais envolvidas em projetos da Economia Azul.
Acordo de Cooperação Ifes-IPL
Durante o evento, também será assinado o Acordo de Cooperação entre o Ifes e o Instituto Politécnico de Leiria (IPL), Portugal, representando um passo fundamental na promoção da inovação e da sustentabilidade, abrindo portas para:
- Mobilidade acadêmica: Intercâmbios entre docentes, discentes e pesquisadores, com a possibilidade de programas de dupla diplomação – um título reconhecido por ambas as instituições;
- Projetos conjuntos de pesquisa: Utilização compartilhada de recursos humanos, meios técnicos e infraestruturas tecnológicas para desenvolvimento de projetos em áreas de interesse comum;
- Cooperação internacional: Fortalecimento das relações entre as instituições e a abertura a novas parcerias globais;
- Capacitação: Treinamento e atualização de servidores e alunos nas áreas de pesquisa, inovação pedagógica e desenvolvimento tecnológico.
Mas o que é Economia Azul e o que ela impacta?
O WhitepaperDocs conversou com Maíra Fernandes e Amanda Albano, sócias-fundadoras da Bloom Ocean, empresa referência quando o tema é Economia Azul, que nasceu com a proposta de incentivar o desenvolvimento de ações integradas e sustentáveis para os desafios da conservação do oceano.
Na conversa, elas falaram sobre o ecossistema da Economia Azul no cenário estadual e nacional, além dos impactos, desafios e oportunidades gerados pela vida marítima no Espírito Santo, um Estado com mais de 400 km de faixa litorânea e que teve 5,17% da população empregadas em atividades relacionadas ao mar no Brasil entre 2010 e 2018. Confira a entrevista na íntegra.