O olhar atento de uma mãe para a filha pode enxergar diversos caminhos, até mesmo fazer surgir uma ideia de inovação. A prova é a história da empreendedora Maíra Gonçalves que, pensando em uma alimentação mais saudável para a filha Eduarda, desenvolveu a startup CriLancha, onde produz biscoitos nutritivos, desenvolvidos com uma fórmula totalmente natural e orgânica.
A CEO Maíra Gonçalves trabalha no ramo alimentício há cerca de 16 anos e explicou como tudo começou de uma percepção que teve do mercado industrializado e da necessidade de lanches mais saudáveis para a filha de 10 anos:
“A ideia surgiu olhando o que tinha de opções dentro do mercado, o que tinha de opções que a indústria dava, principalmente de biscoito. Porque a aceitação por biscoito por parte da criança é muito grande, é um produto muito versátil: pode ir numa lancheira, pode levar para um parque, carregar numa viagem, pode ser consumido em diversas ocasiões, sem a necessidade de refrigeração”, contou Maíra.
Startup sustentável
Além de produzir biscoitos nutritivos, a CriLancha também trabalha com processos sustentáveis que incluem toda a cadeia produtiva. Segundo Maíra, todos os resíduos da produção têm descarte correto: “os resíduos orgânicos vão para nossa composteira, de lá viram adubos que são doados para os funcionários e para hortas coletivas. Os resíduos recicláveis são doados a uma cooperativa local, que gera renda para os catadores”, explicou a CEO da CriLancha
“Um trabalho que inclui toda a cadeia produtiva, para que a gente consiga produzir de forma sustentável e positiva. Acreditamos na produção do bem, onde podemos viver em equilíbrio com toda a cadeia produtiva”, Maíra Gonçalves, CEO da CriLancha.
Apoio da Fapes
Para passar pelas etapas de desenvolver, escalar, testar e validar em escalas maiores a ideia, Maíra Gonçalves contou com o apoio financeiro e mentoria do edital do Centelha/ES – programa nacional de incentivo à inovação empreendedora executado no Estado por meio da Fundação de Amparo à Pesquisa e Inovação do Espírito Santo (Fapes).
Atualmente, a startup comercializa os produtos em supermercados e mantém parcerias com grandes empresas. O recurso permitiu a criação da empresa, o investimento em pesquisa e inovação e a rápida escalabilidade dos produtos.
Expansão da startup
Aumentar a variedade de produtos é uma das metas de Maíra Gonçalves para os próximos passos da CriLancha. O objetivo é testar novos produtos, mais complexos, e apresentar uma linha de biscoitos rica em mix de vitaminas, o que, segundo Maíra, “exige mais cuidado e mais técnica, principalmente se tratando de um produto natural e que continua com a mesma vertente: sem conservantes e sem aditivos. Nesse caso, terá apenas a adição de vitaminas já prontas”, explicou.
Para isso, a CEO da CriLancha contou que espera ser contemplada no edital Tecnova III, que tem por objetivo apoiar, por meio de recursos de subvenção econômica (recursos não-reembolsáveis), o desenvolvimento de produtos (bens ou serviços) e/ou processos inovadores de empresas brasileiras para o incremento dos setores econômicos considerados estratégicos nas políticas públicas federais e aderentes à política pública de inovação de cada estado. O resultado final deve ser divulgado em junho.
O que são o Centelha e o Tecnova?
O programa Centelha é uma iniciativa promovida pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) e pela Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), em parceria com o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), Conselho Nacional das Fundações Estaduais de Amparo à Pesquisa (Confap), Fundação Certi, e que no Estado é executada pela Fapes.
O Centelha visa a estimular a criação de empreendimentos inovadores e disseminar a cultura empreendedora no País. É o primeiro impulso para quem quer empreender e pessoas físicas e jurídicas podem inscrever ideias para tirá-las do papel e transformá-las em empreendimentos de sucesso.
Já o Programa de Apoio à Inovação Tecnológica – Tecnova, executado nacionalmente pela Finep e no Espírito Santo pela Fapes, é voltado para projetos de inovação em fase de tração ou escala e oferece apoio financeiro, por meio de recursos econômicos não-reembolsáveis, para o desenvolvimento de produtos, bens, serviços ou processos inovadores que envolvam riscos tecnológicos associados a oportunidades de mercado e que estejam relacionados a setores econômicos estratégicos para as políticas estaduais e federais.
Com informações da Comunicação Fapes

